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Complicações na Boca - orientações para pacientes em radioterapia

Quarta-feira, 22.12.10

Caso você esteja em planejamento de tratamento radioterápico na região de cabeça e pescoço em razão de tumores nessa região é imperativo que passe por uma avaliação odontológica a fim de prevenir complicações bucais. Saiba que alterações podem ocorrer, tais como: boca seca (xerostomia), perda do paladar, cárie de radiação, mucosite (inflamação das mucosas da boca), etc.

O dentista poderá realizar uma avaliação ampla e detalhada a fim de eliminar todos os riscos de aparecimento dessas complicações. No entanto, essas são algumas recomendações para os pacientes que ainda não iniciaram a radioterapia:

1. Procure manter e realizar uma boa higiene bucal por meio de escovação adequada (escovas macias) uso de fio dental e anti-séptico bucal (Periogard e Cariax);

2. Alimente-se de maneira saudável especificamente com alimentos ricos em fibras e vitaminas, como por exemplo, frutas e verduras;

3. Evite utilizar próteses (dentaduras e pontes) mal adaptadas e que estejam machucando no dia-a-dia.

As complicações bucais tardias da radioterapia afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes em razão da dificuldade de alimentação, fala e deglutição. Portanto, caso você não tenha recebido orientações antes da radioterapia e desenvolvido algumas das alterações bucais a seguir, essas são algumas recomendações básicas:

Boca Seca (Xerostomia) – A saliva diminui drasticamente após a radioterapia em cabeça e pescoço ou torna-se extremamente grossa e viscosa dificultando a alimentação. Procure ingerir água freqüentemente carregando uma garrafinha a tiracolo para minimizar o ressecamento das mucosas bucais. Existem no mercado vários substitutos de saliva e a adaptação a esses produtos é bastante pessoal. Alguns nomes desses substitutos são: Salivart, Salivan, Biotene entre outros que são encontrados em spray (borrifar várias vezes na boca) ou na forma gel. Não existe nenhuma contra-indicação para o uso. Procure também estimular a salivação por meio de ingestão de alimentos de sabor fortes e cítricos (frutas como limão, laranja, abacaxi, etc.). O estomatologista ainda pode receitar medicações que podem estimular sua salivação.

Cárie de Radiação – Essa é uma complicação muito freqüente e bastante séria, pois pode destruir completamente seus dentes após alguns meses do fim da radioterapia. A cárie de radiação está relacionada com alterações provocadas pela radiação nos próprios dentes e também com a mudança da dieta (pacientes passam a fazer uso de alimentos mais cariogênicos) e a falta de saliva. Nunca realize extração de dente se você apresenta esse quadro. Esse procedimento está contra-indicado em situações de cárie de radiação, pois poderá resultar em outra complicação ainda mais grave. Portanto, após o fim da radioterapia você deve iniciar imediatamente um programa de prevenção de cárie, com visitas regulares ao dentista, uso rotineiro de flúor tópico em altas concentrações, higiene bucal rotineiramente e realizar procedimentos odontológicos (restaurações, tratamento de canal, etc.) assim que diagnosticados problemas dentários. O objetivo dessas condutas é evitar o aparecimento da cárie de radiação. Além desses cuidados bucais, procure alimentar-se adequadamente com alimentos com pouco açúcar, doces e etc.

Mucosite– As mucosas da boca tornam-se mais sensíveis após a radioterapia, portanto procure manter uma boa higiene bucal para diminuir a irritação local. Existem, no mercado, algumas escovas de cerdas extremamente macias e que evitam o trauma das mucosas (Escova Supersoft Biotene e Escova Tepe). Procure evitar o uso de próteses desadaptadas e que estejam provocando trauma no seu uso diário.
Trismo (Dificuldade de abertura da boca) – A abertura de boca pode tornar-se difícil em algumas situações após a radioterapia. Esse fato deve-se a fibrose muscular dos músculos que realizam a abertura e o fechamento da boca. Recomendo que após o tratamento cirúrgico seguido da radioterapia inicie-se uma fisioterapia domiciliar que consiste de exercícios de abertura da boca após banhos quentes auxiliados com espátulas de madeira e prendedor de roupas “forçando” e alongando os músculos mastigatórios.

Dr. Marcos Curi
Cirurgião Buco-maxilo-facial, estomatoterapeuta

"Para ter uma boa saúde geral, visite seu Médico Dentista regularmente"

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Complicações na Boca - orientações para pacientes em quimioterapia

Quarta-feira, 22.12.10

Quimioterapia é um tratamento oncológico amplamente utilizado para variados tipos de tumores. As principais complicações bucais ocorrem devido ao quadro de imunossupressão (queda de resistência imunológica) que os pacientes desenvolvem 1-2 semanas após os ciclos de quimioterapia. Sabe-se que pacientes com melhores condições de higiene bucal apresentam menor risco de desenvolver essas complicações e, portanto, antes de iniciar cada ciclo deve-se realizar um ótimo cuidado com a boca por meio de: escovação dentária, uso de anti-séptico local (periogard e cariax) e se possível, uma profilaxia (limpeza dos dentes) com o seu dentista. Depois de iniciada a quimioterapia, a visita ao dentista é bastante difícil em razão da queda do estado geral dos pacientes (falta de ânimo para ir a consultas), além da queda de resistência do organismo. As principais complicações bucais estão relacionadas com o aparecimento de infecções oportunistas como, por exemplo, herpes simplex (“boqueira”), candidíase (“sapinho”) e abscessos dentários. Outra alteração muito comum é o aparecimento da mucosite bucal.

Mucosite – A inflamação das mucosas da boca aparece após alguns dias do fim da quimioterapia e é caracterizada por várias úlceras em toda boca semelhantes a “aftas”, em geral muito dolorosas, dificultando a alimentação, deglutição e fala. As principais recomendações de prevenção são manter uma boa higiene bucal e a utilização de laser de baixa potência em casos que se espera uma agressão muito grande pela quimioterapia (casos de transplantes de medula óssea). O uso de antiinflamatórios e anestésicos tópicos pode ajudar o alívio da dor e melhorar o conforto dos pacientes.

Infecções oportunistas – Várias infecções podem aparecer no estado de imunossupressão relacionada com vírus, bactérias e fungos. Todas essas infecções podem alongar o período de internação dos pacientes. Portanto, procure manter a higiene bucal adequada mesmo em situações difíceis como internações, enjôos, náuseas e de dificuldade de movimentação dos braços e mãos por meio de escovação na própria cama, uso de bochechos com anti-sépticos locais, etc. Também é muito interessante solicitar a visita regular de um estomatologista (dentista especializado nessa área) a fim de prevenir e/ou diagnosticar qualquer uma dessas infecções logo seu início.

Dr. Marcos Curi
Cirurgião Buco-maxilo-facial, estomatoterapeuta

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Cuidados importantes com a boca para quem faz tratamento para o Câncer

Quarta-feira, 22.12.10


As várias modalidades do tratamento oncológico provocam manifestações na boca que podem ser prevenidas, tratadas e controladas pelo dentista especializado nesta área: o Oncoestomatologista.

A prevenção e o tratamento das doenças da boca devem se iniciar previamente a qualquer tipo de intervenção recomendada pelo Oncologista (cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, etc.).

É muito importante que haja uma adequação saudável entre o meio bucal, através da eliminação de processos inflamatórios e infecciosos agudos e crônicos e uma orientação rigorosa da higiene a ser mantida com escovas, creme dental, soluções e produtos elaborados individualmente para cada caso.

As manifestações desagradáveis na boca provocadas pela quimioterapia e/ou radioterapia localizada aparecem imediatamente após o inicio do tratamento.

São elas:

• Dificuldade para falar, se alimentar e engolir provocadas pela diminuição da saliva e sensação de boca seca (xerostomia)
• Inflamação e dor na mucosa bucal (mucosite, glossite e aftas)
• Aumento de bactérias cariogênicas e periodontogênicas (cáries, gengivite e periodontite)
• Infecções oportunistas por fungos e vírus (candidíase e herpes).

O agravamento destes quadros poderá acarretar na paralisação do tratamento proposto e/ou internação hospitalar para recuperação do paciente.

O dentista especializado dispõe de recursos terapêuticos para se interpor na evolução das doenças secundárias induzidas pelo tratamento do câncer.

Hoje em dia, muitos são os produtos oferecidos pelo mercado farmacêutico.

Dentre eles:

• Oral Balance, Salivan, etc. que podem substituir a saliva
• Cremes dentais
• Enxaguatórios antiinflamatórios, antitártaro, anticárie
• Soluções oxidantes
• Desagregantes bacterianos
• Outras formulações que poderão atenuar tais manifestações.

Neste processo, é também importante o aconselhamento e o controle nutricional quanto ao tipo, qualidade, quantidade calórica e consistência da ingestão diária de alimentos que ajudem na recuperação do paciente com câncer.

Dr. Gilceu Pace
Cirurgião Dentista especialista em Oncoestomatologia

"Para ter uma boa saúde geral, visite seu Médico Dentista regularmente"

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