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Saúde bucal e aterosclerose da carótida

Domingo, 12.12.10

   
Por Nayene Leocádia Manzutti Eid

A radiografia panorâmica é um dos exames radiográficos mais solicitados pelos profissionais da área odontológica em sua rotina clínica. Por possibilitar uma ampla visualização das estruturas do complexo maxilomandibular, da região da articulação temporomandibular (ATM) e dos seios maxilares, é útil como recurso complementar em exames odontológicos, auxiliando o cirurgião-dentista na eleição do plano de tratamento mais adequado para cada paciente. Além disso, deve-se considerar também, que uma radiografia panorâmica feita a pedido de um cirurgião-dentista pode ser útil na identificação de algumas alterações que não estão relacionadas diretamente com a odontologia e, assim, mostrar mais do que problemas de saúde bucal. Dentre esses achados, alguns, como as placas de ateroma na artéria carótida, são considerados “acidentais”; porém, quando evidenciados, é imprescindível que sejam corretamente diagnosticados.

A aterosclerose, que apresenta como lesão fundamental o ateroma ou placa ateromatosa, localiza-se preferencialmente nas artérias carótidas comum, interna e externa, e constitui-se basicamente de depósitos lipídicos que se acumulam na íntima dos vasos, sendo a causa mais comum de acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Quando calcificadas, as placas ateromatosas podem ser observadas nas laterais das radiografias panorâmicas, na região de tecido mole, na altura das vértebras C3 e C4, de 2 a 4 centímetros abaixo do ângulo da mandíbula, acima ou abaixo do osso hióide, conforme figura abaixo.

 



Desenho esquemático das estruturas ósseas e dentárias visualizadas em uma radiografia panorâmica (simulando paciente em posição). 1- Região de ângulo da mandíbula; 2- Osso hióide; 3- Imagem representativa de ateromas de artéria carótida; C1, C2, C3 e C4 - Vértebras cervicais.

Elas apresentam-se como imagens irregulares, heterogêneas e com menor densidade que as estruturas calcificadas ao seu redor (ver imagens abaixo). Essas calcificações devem ser distinguidas de outras de aspecto semelhante que podem se apresentar nessa área, como o sialolito da glândula submandibular, calcificação da cartilagem trictícea, calcificações no corno superior da cartilagem tireóide e calcificações na epiglote. Essa distinção pode ser confirmada pelo uso da combinação de critérios radiográficos e exame clínico.

 



Radiografia panorâmica apresentando (bilateralmente) imagens radiopacas de aspecto disforme compatíveis com ateroma de artéria carótida.

 



Vista aproximada das regiões na radiografia panorâmica, onde observam-se as imagens compatíveis com ateroma de artéria carótida (apontadas pelas setas).

Diversos fatores podem contribuir para a formação de ateromas, tais como: hipertensão arterial, diabetes mellitus, colesterol elevado, tabagismo, etilismo, obesidade, alterações hormonais (mulheres na menopausa), hereditariedade (pacientes com histórico de doenças cariovasculares na família), gênero (masculino), idade, sedentarismo e estresse. Ademais, há fortes evidências de que indivíduos que têm a saúde bucal comprometida por algum processo inflamatório ou infeccioso têm maior risco de sofrer alterações em suas condições sistêmicas. Exemplos disso são os pacientes portadores de periodontite ou doença periodontal – resultado da extensão de um processo inflamatório iniciado na gengiva para os tecidos de suporte do periodonto –, que correm um risco maior de ter problemas cardiovasculares e acidente vascular cerebral isquêmico. Outras infecções dentárias, que são infecções de baixo grau, também são propostas como fatores de risco para várias doenças ateroscleróticas, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Apesar de a radiografia panorâmica identificar a presença das calcificações sugestivas de ateromas que podem desencadear um AVC, ela não possibilita avaliar o grau de obstrução e a correta localização do ateroma, fazendo-se necessário o uso de outros recursos para se obter um diagnóstico definitivo. Para suprir essa limitação da radiografia panorâmica, podem-se solicitar outros tipos de exames, tais como: telerradiografia lateral cefalométrica, ultrassonografia de doppler, contrastes angiográficos e tomografia computadorizada. Desses, a ultrassonografia de doppler é a mais indicada para confirmação da presença, localização e tamanho dos ateromas na artéria carótida, por se tratar de um exame de baixo custo, se comparado com os contrastes angiográficos e com a tomografia computadorizada.

A presença de ateromas na artéria carótida em indivíduos clinicamente assintomáticos é, frequentemente, associado com o desenvolvimento tardio do AVC evidente clinicamente, doença da artéria coronária (angina e infarto do miocárdio) e morte. Desse modo, tem-se difundido a importância da detecção precoce dos sinais relacionados a essa entidade por meio de exames de imagem de rotina, tais como as radiografias panorâmicas, e sendo assim, o cirurgião-dentista assume relevante importância no diagnóstico inicial desse tipo de paciente, uma vez que a detecção precoce e o subsequente encaminhamento do paciente ao médico especialista para realização de tratamento apropriado irão contribuir na redução da incidência de AVCs.

Nayene Leocádia Manzutti Eid é cirurgiã-dentista, especialista em radiologia odontológica e professora de radiologia oral da Faculdade de Odontologia do Centro Universitário UNIRG.

 

Fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=47&id=586

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O que é a Disfunção Temporomandibular?

Sexta-feira, 10.12.10

 

 

 

Para que possamos conceituar as Disfunções Temporamandibulares ou DTM, sigla pela qual é reconhecida, devemos inicialmente entender alguns conceitos básicos sobre a anatomia de modo geral. Nosso corpo é formado por diferentes articulações, que basicamente são pontos de contato que permitem a ligação entre diferentes ossos, como por exemplo, o joelho.

Nesse contexto, a articulação da mandíbula com o crânio, ou mais especificamente, o processo côndilar da mandíbula com o osso temporal é chamada de articulação temporomandibular.

Desse modo, caracterizada a articulação, podemos agora entender que a Disfunção Temporomandibular ou DTM é, em seu sentido mais amplo, tida como sendo um conjunto de distúrbios articulares e musculares na região orofacial, caracterizados principalmente por dor, ruídos nas articulações e função mandibular irregular ou com desvio.

O que causa a DTM?

Até um passado não muito distante, as DTMs eram atribuídas a fatores de origem dental (interferências oclusais, ausências dentárias, más-posições). Contudo, com a agregação de conhecimentos de diferentes áreas da saúde, concluiu-se que os fatores oclusais na verdade apresentam um papel secundário e não determinante nos sinais e sintomas da DTM.

Hoje, entende-se que essas disfunções possuem etiologia multifatorial com alterações neuromusculares, articulares e psicogênicas associadas. Não existe um fator causal dominante. Parafunções, maloclusões e traumatismos associados ao stress e/ou desequilíbrios emocionais, são as condições comuns que usualmente levam os pacientes a procura do dentista com queixa de dor na região da articulação tempormandibular.

Vale-se lembrar que sinais e sintomas da DTM são comuns na população em geral, e, no entanto, a simples presença destes sinais não permite conclusões sobre o grau de incapacidade ou mesmo a necessidade de tratamento destes indivíduos.

Quais os sinais e sintomas?

De modo geral os sinais e sintomas relacionados a DTM geralmente remetem dor na articulação temporomandibular podendo apresentar ruídos e estalos, cefaléia, dor muscular, fadiga muscular, miosite, dificuldade de abrir a boca, otite, desgastes dentais, zumbido, travamento mandibular aberto, dificuldade par mastigação e até mesmo mudança na postura da cabeça.

Fatores relacionados e consequências para a saúde

Vários são os fatores que quando presentes podem levar ao desenvolvimento da DTM, entre os quais podemos citar a presença de bruxismo, hábitos parafuncionais, estresse, desequilíbrios emocionais e problemas oclusais. Sendo que hoje, podemos dizer que, quanto maior o número de fatores envolvidos, maiores são as chances de o paciente vir a desencadear dor e disfunção.

Nesse contexto, tomemos, por exemplo, o estresse. Considerado a doença da modernidade, o estresse pode levar o paciente a desenvolver certos hábitos, entre os quais poderíamos citar o bruxismo. O estímulo mecânico causado pelo bruxismo não está limitado ao desgaste observado nos dentes, sua ação sobre a musculatura é evidente e, se persistente, fará com que ocorra um estímulo prolongado com conseguinte ativação dos músculos mastigatórios, que sob tensão e sobrecarregados podem levar a uma sintomatologia dolorosa. Isso se aplica também a outros hábitos parafuncionais, como mastigação unilateral, onicofagia (roer unhas), jogo mandibular, sucção de dedos, mascar chicletes e mesmo hábitos de morder o lábio, bochechas ou objetos, predispondo assim à ruptura da harmonia do sistema estomatognático. Assim, se os músculos tendem a trabalhar mais, eles podem entrar em fadiga e tendo suas funções modificadas, podendo ocasionar em dor e desconforto.

A manutenção de um quadro de dor em pacientes com DTM tem implicação direta na saúde do indivíduo de modo geral. Quando existe a procura por tratamento, a dor é um dos sintomas mais frequentes relatados nos serviços de saúde, que o aflige não só de forma física, mas também psicológica, interferindo diretamente nas relações sociais de cada individuo.

Existe tratamento?

A cura permanente e propriamente dita da DTM ainda é fator de discussão e objeto de estudo de inúmeros pesquisadores e clínicos, até o presente momento, de maneira geral, o entendimento comum aos especialistas é de que ela pode ser controlada. Atualmente, temos a disposição de diversas terapias que podem ajudar o paciente a controlar a sintomatologia dolorosa e desconforto gerados pela manutenção de uma DTM.

Considera-se que um entendimento e abordagem multidisciplinares é hoje a chave para o sucesso clínico de qualquer tratamento da DTM, que não deve incluir apenas o ponto de vista da terapia odontológica, usualmente remetido a confecção de dispositivos oclusais, ou mesmo uma terapia medicamentosa para alívio da dor. Hoje devemos considerar que o tratamento multidisciplinar da DTM deve incluir cirurgiões dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, médicos e até mesmo psicólogos.

Fonte: IDMED

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Maturação dentária é mais rápida hoje do que há cem anos

Quinta-feira, 09.12.10

 

Descoberta pioneira a nível mundial pode «alterar» a História
Por Carla Sofia Flores

Condições de vida influenciam evolução da maturação dentária

Sabia-se que as condições ambientais influenciaram, ao longo da História, o crescimento humano e a maturação sexual, mas julgou-se, durante muito tempo, que o desenvolvimento dentário não se modificava em resposta às alterações do meio.

No entanto, Hugo Cardoso, antropólogo e investigador da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), conseguiu observar e documentar, pela primeira vez e de forma consistente, uma aceleração na maturação dentária, o que já tinha sido sugerido, mas nunca comprovado. Tal descoberta poderá abalar a fiabilidade das estimativas de idade dos esqueletos pré-históricos, feitas a partir da dentição.

Num estudo publicado no “American Journal of Human Biology”, o doutorado em antropologia biológica revelou que os dentes das crianças portuguesas estão a desenvolver-se mais cedo do que há 100 anos, em resposta à melhoria de condições de nutrição e de cuidados de saúde, sendo que esta evolução poderá também ser verificada no resto do mundo.

“Julgava-se que isso apenas acontecia para outros sistemas biológicas, como a maturação óssea ou o crescimento em estatura e no peso e que o desenvolvimento dentário era afectado apenas pelos genes, com pouco ou nenhuma influência ambiental”, afirmou Hugo Cardoso, em declarações ao “Ciência Hoje”.

A descoberta desta evolução pode, na opinião do investigador, “afectar a fiabilidade das estimativas” de antropólogos que usam o desenvolvimento dentário para estipular a idade de esqueletos de identidade desconhecida, obtidos em escavações arqueológicas de contextos funerários históricos ou pré-históricos.

“Essas estimativas são baseadas em métodos que utilizaram crianças modernas que cresceram em condições mais favoráveis e, quando aplicados esses métodos a populações arqueológicas, que viveram de uma forma geral em condições mais pobres, é natural que a dentição esteja atrasada e que as crianças pareçam mais jovens do que são”, sublinhou.

Leia mais em:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=46369&op=all

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