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Complicações na Boca - orientações para pacientes em quimioterapia

Quarta-feira, 22.12.10

Quimioterapia é um tratamento oncológico amplamente utilizado para variados tipos de tumores. As principais complicações bucais ocorrem devido ao quadro de imunossupressão (queda de resistência imunológica) que os pacientes desenvolvem 1-2 semanas após os ciclos de quimioterapia. Sabe-se que pacientes com melhores condições de higiene bucal apresentam menor risco de desenvolver essas complicações e, portanto, antes de iniciar cada ciclo deve-se realizar um ótimo cuidado com a boca por meio de: escovação dentária, uso de anti-séptico local (periogard e cariax) e se possível, uma profilaxia (limpeza dos dentes) com o seu dentista. Depois de iniciada a quimioterapia, a visita ao dentista é bastante difícil em razão da queda do estado geral dos pacientes (falta de ânimo para ir a consultas), além da queda de resistência do organismo. As principais complicações bucais estão relacionadas com o aparecimento de infecções oportunistas como, por exemplo, herpes simplex (“boqueira”), candidíase (“sapinho”) e abscessos dentários. Outra alteração muito comum é o aparecimento da mucosite bucal.

Mucosite – A inflamação das mucosas da boca aparece após alguns dias do fim da quimioterapia e é caracterizada por várias úlceras em toda boca semelhantes a “aftas”, em geral muito dolorosas, dificultando a alimentação, deglutição e fala. As principais recomendações de prevenção são manter uma boa higiene bucal e a utilização de laser de baixa potência em casos que se espera uma agressão muito grande pela quimioterapia (casos de transplantes de medula óssea). O uso de antiinflamatórios e anestésicos tópicos pode ajudar o alívio da dor e melhorar o conforto dos pacientes.

Infecções oportunistas – Várias infecções podem aparecer no estado de imunossupressão relacionada com vírus, bactérias e fungos. Todas essas infecções podem alongar o período de internação dos pacientes. Portanto, procure manter a higiene bucal adequada mesmo em situações difíceis como internações, enjôos, náuseas e de dificuldade de movimentação dos braços e mãos por meio de escovação na própria cama, uso de bochechos com anti-sépticos locais, etc. Também é muito interessante solicitar a visita regular de um estomatologista (dentista especializado nessa área) a fim de prevenir e/ou diagnosticar qualquer uma dessas infecções logo seu início.

Dr. Marcos Curi
Cirurgião Buco-maxilo-facial, estomatoterapeuta

"Para ter uma boa saúde geral, visite seu Médico Dentista regularmente"

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Cuidados importantes com a boca para quem faz tratamento para o Câncer

Quarta-feira, 22.12.10


As várias modalidades do tratamento oncológico provocam manifestações na boca que podem ser prevenidas, tratadas e controladas pelo dentista especializado nesta área: o Oncoestomatologista.

A prevenção e o tratamento das doenças da boca devem se iniciar previamente a qualquer tipo de intervenção recomendada pelo Oncologista (cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, etc.).

É muito importante que haja uma adequação saudável entre o meio bucal, através da eliminação de processos inflamatórios e infecciosos agudos e crônicos e uma orientação rigorosa da higiene a ser mantida com escovas, creme dental, soluções e produtos elaborados individualmente para cada caso.

As manifestações desagradáveis na boca provocadas pela quimioterapia e/ou radioterapia localizada aparecem imediatamente após o inicio do tratamento.

São elas:

• Dificuldade para falar, se alimentar e engolir provocadas pela diminuição da saliva e sensação de boca seca (xerostomia)
• Inflamação e dor na mucosa bucal (mucosite, glossite e aftas)
• Aumento de bactérias cariogênicas e periodontogênicas (cáries, gengivite e periodontite)
• Infecções oportunistas por fungos e vírus (candidíase e herpes).

O agravamento destes quadros poderá acarretar na paralisação do tratamento proposto e/ou internação hospitalar para recuperação do paciente.

O dentista especializado dispõe de recursos terapêuticos para se interpor na evolução das doenças secundárias induzidas pelo tratamento do câncer.

Hoje em dia, muitos são os produtos oferecidos pelo mercado farmacêutico.

Dentre eles:

• Oral Balance, Salivan, etc. que podem substituir a saliva
• Cremes dentais
• Enxaguatórios antiinflamatórios, antitártaro, anticárie
• Soluções oxidantes
• Desagregantes bacterianos
• Outras formulações que poderão atenuar tais manifestações.

Neste processo, é também importante o aconselhamento e o controle nutricional quanto ao tipo, qualidade, quantidade calórica e consistência da ingestão diária de alimentos que ajudem na recuperação do paciente com câncer.

Dr. Gilceu Pace
Cirurgião Dentista especialista em Oncoestomatologia

"Para ter uma boa saúde geral, visite seu Médico Dentista regularmente"

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Universidades criam teste que detecta câncer pela saliva

Quarta-feira, 22.12.10

Uma universidade japonesa e outra americana desenvolveram uma técnica que consegue detectar com rapidez certos tipos de câncer realizando um teste de saliva, afirmaram os pesquisadores nesta terça-feira. Esta tecnologia, desenvolvida pela universidade japonesa de Keio e pela Universidade da Califórnia, permite detectar altas probabilidades de câncer de pâncreas, de mama ou de boca.

Os pesquisadores analisaram amostras de saliva de 215 pessoas diferentes, entre as quais havia pacientes com câncer, e identificaram 54 substâncias cuja presença permite detectar a doenca. Depois de proceder a outros exames, conseguiu-se detectar 99% dos casos de câncer de pâncreas existentes, 95% dos de mama e 80% dos de boca, disseram os cientistas.

A realização deste teste levaria, no máximo, meio dia, segundo os pesquisadores. Esta nova tecnologia é capaz de detectar até 500 substâncias diferentes presentes na saliva ao mesmo tempo, afirmou o professor Tomoyoshi Soga, da Keio.

O pesquisador enfatizou que esta nova tecnologia permitirá detectar com muito mais facilidade o câncer de pâncreas e de boca. “As taxas de sobrevivência do câncer de pâncreas e de boca são particularmente baixas porque os sintomas não são muito claros na fase inicial, e por isso se demora mais em descobrir a enfermidade”, afirmou o comunicado.

“A saliva é mais fácil de examinar que o sangue ou as matérias fecais”, disse o chefe da equipe de pesquisas de Keio, Masaru Tomita, segundo o comunicado. “Gostaríamos de usar essa tecnologia para tentar detectar outras enfermidades também”, afirmou.

Fonte:biomedicos

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