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Como funciona o tratamento dentário para portadores de HIV e diabetes?

Terça-feira, 21.12.10

A Bioproteção é uma preocuapção cada vez mais constante por parte dos que trabalham com tratamentos dentários.

Portadores de HIV

A maioria dos pacientes portadores de HIV é totalmente assintomática. Esse é um dos motivos para se ter em mente que as medidas de bioproteção (proteção do paciente e profissionais de saúde contra infecções) devem ter um aspecto universal único para todos os pacientes. Durante algum tempo, a preocupação de infectar-se por um paciente soropositivo foi uma barreira psicológica limitante aos pacientes com o HIV ao tratamento odontológico. O paciente HIV positivo assintomático deve ser acompanhado clinicamente de modo preventivo e deve ser informado sobre as várias infecções oportunistas as quais está exposto. A observação do dentista é importante, pois cerca de 70% dos pacientes soropositivos desenvolvem alterações bucais devido à síndrome. Essas manifestações incluem doença periodontal, infecções bucais virais, fúngicas e bacterianas, lesões de tecidos moles - incluindo tumores. O dentista vai avaliar o estado de imunodepressão do paciente. Também vai relacionar os possíveis efeitos colaterais que podem ocorrer nos medicamentos usados pelo paciente. Um estudo objetivo do estado imunológico do paciente é dado pela contagem do CD4. A maioria dos pacientes está ciente da contagem mais recente. A contagem de CD4 acima de 500 nos informa uma resposta imunológica razoável. Abaixo de 200 indica um grave comprometimento imunológico. Desse modo, o dentista vai guiar o tratamento sob duas considerações principais: O nível de imunodepressão e os dados do hemograma. Muitos desses pacientes vão tolerar o tratamento de rotina sem problemas. No entanto, mesmo os pacientes assintomáticos podem facilitar a instalação de infecções após a manipulação bucal. Tanto a doença quanto a medicação utilizada (AZT e outras) podem causar leucopenia e granulocitopenia. Por isso, a profilaxia antibiótica pode ser necessária em procedimentos com risco de infecção ao paciente. De um modo geral, os pacientes HIV positivos podem e devem frequentar o consultório dentário para prevenção, para os tratamentos básicos (exodontias, tratamento de canal, restaurações, ortodontia, periodontia etc) assim como para os demais tratamentos funcionais e estéticos (implantes, troca de restaurações, clareamento) desde que sejam respeitados os limites.

Diabetes

A diabetes afeta 79 em cada 1000 pessoas na idade acima dos 65 anos. Dessa forma, entre 3% e 4% dos pacientes adultos que se submetem a tratamento odontológico possuem diabete. Na rotina do dentista existem mecanismos para se tentar identificar os possíveis pacientes diabéticos - mesmo que esses não saibam da doença. Isso mostra a importância dessa desordem metabólica na saúde bucal. Os pacientes que sabem serem diabéticos serão pesquisados sobre o tipo da doença (juvenil ou adulto), a medicação que está utilizando e a presença de complicações (neurológicas, vasculares, renais ou infecciosas). O médico poderá ser consultado para esclarecimento do estado clínico. Desse modo, o paciente será anotado em um grupo de risco de acordo com as seguintes normas.

Pacientes de baixo risco

Esses têm um bom controle metabólico, não possuem complicações neurológicas vasculares ou infecciosas. Os níveis de glicose devem estar abaixo de 200mg/dl.


Pacientes de risco moderado

Encontram-se em um balanço metabólico razoável não possuindo história de hipoglicemia recente. Os níveis de glicose devem estar abaixo de 250mg/dl.

Pacientes de alto risco

Apresentam múltiplas complicações e história de hipoglicemia ou cetoacidose. Os níveis de glicose podem estar acima de 250mg/dl.

As principais preocupações do dentista durante o tratamento dentário consistem em:
- diminuição do estresse do paciente
- redução de risco de infecção
- controle da dieta

Os pacientes de baixo risco podem ser tratados sob esquema normal para quase todos os procedimentos odontológicos. Os pacientes de risco moderado deverão receber orientações sobre o controle da dieta. O dentista deverá ser cuidadoso no controle do estresse e no controle do risco de infecções. Os pacientes de alto risco podem ser submetidos a exames bucais após as medidas para a redução do estresse. Qualquer tipo de procedimento deve ser adiado até que suas condições médicas estejam estabilizadas. Uma exceção deve ser considerada quando um paciente cujo controle diabético está comprometido por uma infecção dentária ativa.

Por:Marcello Paschoal Antunes
Fonte: conteudosaude

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SIDA e o Dentista

Terça-feira, 21.12.10

Existe risco de o paciente se infectar com o vírus da AIDS durante o tratamento odontológico?
Não, desde que os instrumentais que tenham sido utilizados em pacientes com AIDS tenham sido esterilizados corretamente.

Esse tipo de esterilização é um processo complicado?
Não, pois as estufas de calor seco, que todos nós possuímos, são capazes de promover facilmente a destruição do vírus HIV.

0 vírus HIV é mais difícil de ser destruído que microorganismos causadores de outras doenças?
Não. Felizmente ele é facilmente inativado. O treponema pallidum, causador da sífilis, e o HBV, causador da hepatite B, são bem mais resistentes.

Quais os cuidados que o cirurgião-dentista deve tomar para evitar o contágio?
Além da esterilização dos instrumentos, usar e eliminar, após cada paciente, o máximo possível de materiais descartáveis, como agulha, tubetes anestésicos, luvas, pontas de sugador de saliva etc.

E as brocas, como devem ser esterilizadas?
Elas devem ser lavadas e desinfectadas em soluções químicas de glutaraldeído ou, preferencialmente, esterilizadas em estufa de calor seco.

0 dentista deve usar um par de luvas novas a cada paciente?
Sim, pois a luva é considerada um material descartável e, portanto, deve ser eliminada após cada atendimento.

Através do exame bucal, o dentista pode suspeitar que o paciente tem AIDS?
Sim, pois existem várias doenças na boca que ocorrem preferencialmente em pacientes HIV positivos.

0 dentista pode recusar a atender um paciente soropositivo para HIV?
Legalmente, o dentista pode recusar-se a atender qualquer paciente. Porém, eticamente, ele tem a obrigação de atender o paciente com AIDS em situações emergenciais e de encaminhá-lo a um profissional capacitado, caso julgue necessário.

0 paciente HIV positivo deve informar ao dentista a sua condição?
Sim, pois sendo este um paciente imunodeprimido, alguns cuidados especiais devem ser
tomados com esse paciente, como por exemplo cobertura antibiótica após exodontias.

0 dentista pode solicitar o exame anti-HIV?
Sim, desde que o paciente concorde e tenha o conhecimento dessa solicitação.

Quem corre mais riscos de contaminação no consultório dentário: o dentista ou o paciente?

Embora o risco de contaminação seja mínimo, o dentista, por estar em contato com os fluidos que podem conter vírus, como o sangue e a saliva, está mais sujeito à contaminação.

Fonte: APCD

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Aftas Bucais: Tipos, Diagnósticos e Conselhos Para Aliviar a Dor

Terça-feira, 14.12.10


São pequenas, mas incomodam muito. Ainda que se desconheça com exatidão as suas causas, sabe-se que o fator emocional influencia em sua aparição. Se bem existem técnicas naturais e farmacêuticas que aliviam a dor, se recomenda o diagnóstico profissional para descartar ou detectar a presença de patologias subjacentes das quais podem ser um dos sintomas. Trata-se das universalmente conhecidas aftas bucais.

 

As aftas são pequenas úlceras dolorosas que aparecem na mucosa da cavidade bucal. Seu aspecto é de uma mancha esbranquiçada redonda com uma auréola avermelhada. É comum que se formem sobre o tecido macio, particularmente no interior do lábio ou da bochecha, sobre a língua ou no céu da boca e, raramente, na garganta.

 

As menores e brandas geralmente aparecem em grupos, e usualmente desaparecem em dez dias sem tratamento e não deixam seqüelas. As úlceras aftosas mais graves são menos comuns, demoram várias semanas para desaparecerem, necessitam tratamento e podem deixar cicatrizes.

 

 

Diferentes Tipos

Não se conhece com precisão a origem das úlceras orais. Podem ser provocadas por lesões, infecções, stress, certos alimentos, prédisposição genética e mudanças hormonais nas mulheres, mas, em sua maioria, são processos que não requerem nenhum tipo de estudo complementar.

 

Podem ser classificadas como:

- Primárias: quando o agente causador se encontra na boca. Por exemplo: medicamentos retidos na cavidade oral, radiações, antisépticos orais, substâncias cáusticas, balas e gomas de mascar, escovações, calor, frio, traumatismos, certos tipos de alimentos, vírus, bactérias, etc.

 

- Secundárias: quando causadas por reações tóxicas, alérgicas, e também por reações medicamentosas, doenças no sangue, carências vitamínicas, etc.

 

- Estomatite aftosa recorrente: este quadro requer um tratamento muitas vezes frustante. Está associada a quadros emocionais e de stress, ainda que sua causa seja desconhecida. Pode aparecer em qualquer idade, é mais freqüente nas mulheres e se reconhece uma certa predisposição hereditária.

 

“É importante distingüir as aftas (necrose profunda) das bolhas do herpes (vesículas superficiais), assim como também das úlceras traumáticas provocadas por dentes mal posicionados, bordas cortantes de dentes cariados, próteses deterioradas e não adaptadas, que produzem constantes ulcerações da mucosa podendo derivar em degenerações cancerígenas”, esclarece a Dra. Marta Constanzo, chefe da Clínica Bucal do Hospital Municipal de Odontologia, em Buenos Aires.

 

O diagnóstico profissional

 

Dado que se trata de um problema freqüente que geralmente não apresenta complicações, mas que incomoda, muitas pessoas optam por deixar que o processo siga seu curso normal utilizando paliativos para aliviar a dor. Consulte o médico quando:

 

- aparecerem após tomar algum medicamento;
- não desaparecem depois de 14 dias, ou
- se forem muito dolorosas ou recorrentes.


É lógico que o tratamento depende da causa e que a causa deva ser investigada por um especialista, por meio de uma adequada história clínica e um completo exame físico do paciente. As aftas de origem secundária necessitam tratamento da causa específica.

“No caso das aftas recidivantes- explica a Dra. Constanzo- o especialista odontólogo indicará um hemograma completo para descartar anemias, exames parasitológicos de fezes, devido às possíveis parasitoses intestinais. Também é importante investigar as insuficiências vasculares periféricas.

Indagar sobre a dieta do paciente, alergias alimentares, e sobre freqüentes estados de stress emocional. Se há demonstrado que as aftas são o resultado de um processo. Quanto melhor estiver o paciente do ponto de vista clínico, melhor estará sua mucosa”.

 

Conselhos para previnir e aliviar à dor

Ainda que não haja uma cura definitiva para as aftas, já que podem reaparecer em pacientes com pré-disposição, recomenda-se certas medidas gerais tanto para prevenção como para aliviar à dor:

 

- Uma adequada higiene bucal (não agressiva).

- Alimentação com características suave, doce e fria ou morna. Os alimentos picantes e quentes acentuam a dor.

- Evitar as lesões das mucosas da boca: mastigando lentamente os alimentos, para não morder o interior dos lábios e bochechas.

- Usar enxagües orais e analgésicos, como a xilocaína viscosa.

- Em alguns casos, o especialista receita alguma pomada ou medicamento tópico (por exemplo, corticocosteróides) para aplicar diretamente nas aftas.

- Também pode-se enxagüar a boca com uma colher de água oxigenada em 1 copo (8 oz.) de água.

- Realizar uma consulta precoce ao dentista para que este possa investigar a etiologia do problema.

 

Fonte:http://boasaude.uol.com.br/lib/showdoc.cfm?LibCatID=-1&Search=odontologia&LibDocID=3197

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