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Pessoas diabéticas podem passar por tratamento dentário?

Terça-feira, 19.04.16

diabedente.jpg

 

As pessoas que têm Diabetes, seja do Tipo I ou do Tipo II, necessitam de cuidados especiais. Mantenha seu Médico Dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde, e sobre os medicamentos que estiver tomando. Não é recomendado passar por qualquer procedimento dentário se a taxa de açúcar no sangue não estiver controlada, exceto em caso de emergência

Sabemos que a prevalência do Diabetes vem aumentando gradativamente nos últimos anos. Isso é uma tendência mundial. Os maus hábitos alimentares da população, em conjunto com o sedentarismo e a obesidade são fatores predisponentes para o Diabetes mellitus do tipo 2.

O diabetes é um dos mais graves problemas de saúde pública. Isso é uma tendência mundial. Os maus hábitos alimentares da população, em conjunto com o sedentarismo e a obesidade são fatores que faz causam o aparecimento do Diabetes, que é considerado hoje como sendo uma das principais causa de morte no mundo, superada apenas pelas doenças cardio-circulatórias e câncer (O.M.S., 1991).


Você sabia que:

- A cada 100 pessoas de 7 a 9 tem diabetes.
- É uma doença silenciosa e não contagiosa.
- Você pode ter diabetes e não saber.
- Se descoberto e tratado a vida do paciente pode ser saudável e normal.

 

No consultório dentário algumas manifestações orais e físicas podem dar pistas sobre o diabetes:

- Redução do fluxo salivar, a boca seca (xerostomia): causando úlceras, queilites, queiloses e língua fissurada.
- Infecções oportunistas: manifestações virais (herpes simples recorrente) e fúngicas (candidíase)
- Neuropatias: aumento de algias em língua e mucosa.
- Alterações vasculares
- Abscessos recorrentes
- Hipocalcificação de esmalte
- Hálito cetônico
- Aumento súbito do número de cáries
- Doença periodontal de difícil controle
- Relatos de perda de peso brusca, fraqueza, cansaço e alterações na visão

Para os pacientes que já possuem o diagnóstico de Diabetes é prudente fazer a aferição da glicemia antes de cada atendimento.

O médico dentista também deve ter o conhecimento sobre o horário da última refeição, qual foi a última refeição e que tipo de insulina o paciente toma. Isto fará diferença para saber se a glicemia está controlada ou não no momento da consulta.

Para procedimentos que envolvam sangramento, sugere-se o uso de antibioticoterapia profilática, e para procedimentos mais invasivos o uso de antibióticos de 2 ou 3 dias antes do procedimento dentário.

Para atendimento de pacientes com diabetes gestacional, os cuidados se assemelham ao atendimento de pacientes gestantes levando se em conta a taxa de glicose no momento do atendimento. Neste caso é importante que o profissional médico dentista esteja em contacto com o médico que acompanha gestação.

Procure seu médico dentista de 6 em 6 meses para uma revisão, se você possui algum tipo de Diabetes estas revisões devem ser de 3 em 3 meses.Se você tem diabetes, siga os seguintes passos:

- Verificar e mantenha controlada a sua glicemia no sangue.
- Escovar os dentes e usar fio dental todos os dias, principalmente antes de se deitar.
- Ir ao dentista regularmente a cada 3 meses. Não se esqueça de lembrá-lo que você tem Diabetes.
- Diga ao seu médico dentista se sua prótese não estiver confortável, se está com alguma sensibilidade ou se as suas gengivas estão doloridas.
- Se você fuma, procure parar! Fumar no seu caso pode agravar ainda mais a doenças bucais. O seu médico ou médico dentista podem ajudá-lo.

 

"Para ter uma boa saúde geral, visite seu Médico Dentista regularmente"

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Diabetes e a saúde bucal

Segunda-feira, 25.03.13


SAÚDE ORAL

Clinicamente, pessoas portadoras de diabetes são mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças no tecido da boca, tais como cáries e doença periodontal, do que pessoas não acometidas por este mal.

Doença periodontal e Cáries :

A doença periodontal começa com a instalação da placa bacteriana, o que faz com que os tecidos de suporte que rodeiam os dentes sejam destruídos e desapareçam, causando, com que o agravamento da mesma, que os dentes percam sua sustentação.Depois de instalada, e não adequadamente tratada, pode levar à perda dos dentes, seja o paciente diabético ou não. O diabetes pode favorecer a instalação da doença periodontal, o que pode comprometer o controle do próprio diabetes. O primeiro sintoma da doença periodontal é o sangramento da gengiva no momento da escovação, o que, sem tratamento, pode acabar acontecendo espontâneamente. O que muitas vezes leva o paciente à escovar cada vez menos - piorando o quadro - , ao passo que a mesma deveria ser aumentada. O uso correto da escovação, e do fio dental, podem interromper o processo, eliminando a placa bacteriana causadora do problema.

A placa bacteriana é constituída por um conjunto de resíduos alimentares e microorganismos que aderem à superfície dentária próxima à gengiva. Os açucares dos alimentos servem de alimento para as bactérias, que criam uma espécie de cola, fixando a placa bacteriana ao dente e uma que se constitui de ácidos que desmineralizam o dente, tecidos gengivais de suporte e, por fim, destrói os ossos.
A destruição de suporte do osso caracteriza a doença periodontal. A desmineralização do dente é a cárie.


Cirurgia e Extrações :

Diabéticos podem realizar cirurgias na boca e extrações, desde que sigam algumas recomendações. Em caso de extrações, ou outras cirurgias, é recomendável que a glicemia não esteja acima de 200mg/dl, uma vez que a glicemia alta pode dificultar a cicatrização e o restabelecimento dos tecidos, além de favorecer infecções. O controle da glicemia é essencial antes, durante e depois da cirurgia para evitar problemas.


Prevenção dos problemas orais

Visitar regularmente o dentista e informá-lo sobre seu diabetes, bem como comunicar seu médico, ou diabetólogo, sobre qualquer tratamento dentário, já que qualquer infecção bucal pode alterar seu diabetes

Controlar seus níveis de glicose no sangue, pois isso ajudará a evitar a doença periodontal

Manter diáriamente uma boa higiene ora,l utilizando-se de uma boa escovação e fazendo uso de fio, ou fita, dental. Se necessário utilizar enxaguatórios bucais.

Mesmo com a limpeza diária, fazer uma limpeza profissional pelo menos duas vezes ao ano.


Procurar urgente o dentista em caso de :

Sangramento gengival durante a escovação
Gengivas avermelhadas, flácidas ou sensíveis.
Gengivas se afastando dos dentes
Mau hálito persistente
Pus entre os dentes e gengiva.
Separação ou perda de algum dente
Mudança na forma de os dentes ocluirem quando você morde.
Mudança na adaptação de próteses parciais

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Como funciona o tratamento dentário para portadores de HIV e diabetes?

Terça-feira, 21.12.10

A Bioproteção é uma preocuapção cada vez mais constante por parte dos que trabalham com tratamentos dentários.

Portadores de HIV

A maioria dos pacientes portadores de HIV é totalmente assintomática. Esse é um dos motivos para se ter em mente que as medidas de bioproteção (proteção do paciente e profissionais de saúde contra infecções) devem ter um aspecto universal único para todos os pacientes. Durante algum tempo, a preocupação de infectar-se por um paciente soropositivo foi uma barreira psicológica limitante aos pacientes com o HIV ao tratamento odontológico. O paciente HIV positivo assintomático deve ser acompanhado clinicamente de modo preventivo e deve ser informado sobre as várias infecções oportunistas as quais está exposto. A observação do dentista é importante, pois cerca de 70% dos pacientes soropositivos desenvolvem alterações bucais devido à síndrome. Essas manifestações incluem doença periodontal, infecções bucais virais, fúngicas e bacterianas, lesões de tecidos moles - incluindo tumores. O dentista vai avaliar o estado de imunodepressão do paciente. Também vai relacionar os possíveis efeitos colaterais que podem ocorrer nos medicamentos usados pelo paciente. Um estudo objetivo do estado imunológico do paciente é dado pela contagem do CD4. A maioria dos pacientes está ciente da contagem mais recente. A contagem de CD4 acima de 500 nos informa uma resposta imunológica razoável. Abaixo de 200 indica um grave comprometimento imunológico. Desse modo, o dentista vai guiar o tratamento sob duas considerações principais: O nível de imunodepressão e os dados do hemograma. Muitos desses pacientes vão tolerar o tratamento de rotina sem problemas. No entanto, mesmo os pacientes assintomáticos podem facilitar a instalação de infecções após a manipulação bucal. Tanto a doença quanto a medicação utilizada (AZT e outras) podem causar leucopenia e granulocitopenia. Por isso, a profilaxia antibiótica pode ser necessária em procedimentos com risco de infecção ao paciente. De um modo geral, os pacientes HIV positivos podem e devem frequentar o consultório dentário para prevenção, para os tratamentos básicos (exodontias, tratamento de canal, restaurações, ortodontia, periodontia etc) assim como para os demais tratamentos funcionais e estéticos (implantes, troca de restaurações, clareamento) desde que sejam respeitados os limites.

Diabetes

A diabetes afeta 79 em cada 1000 pessoas na idade acima dos 65 anos. Dessa forma, entre 3% e 4% dos pacientes adultos que se submetem a tratamento odontológico possuem diabete. Na rotina do dentista existem mecanismos para se tentar identificar os possíveis pacientes diabéticos - mesmo que esses não saibam da doença. Isso mostra a importância dessa desordem metabólica na saúde bucal. Os pacientes que sabem serem diabéticos serão pesquisados sobre o tipo da doença (juvenil ou adulto), a medicação que está utilizando e a presença de complicações (neurológicas, vasculares, renais ou infecciosas). O médico poderá ser consultado para esclarecimento do estado clínico. Desse modo, o paciente será anotado em um grupo de risco de acordo com as seguintes normas.

Pacientes de baixo risco

Esses têm um bom controle metabólico, não possuem complicações neurológicas vasculares ou infecciosas. Os níveis de glicose devem estar abaixo de 200mg/dl.


Pacientes de risco moderado

Encontram-se em um balanço metabólico razoável não possuindo história de hipoglicemia recente. Os níveis de glicose devem estar abaixo de 250mg/dl.

Pacientes de alto risco

Apresentam múltiplas complicações e história de hipoglicemia ou cetoacidose. Os níveis de glicose podem estar acima de 250mg/dl.

As principais preocupações do dentista durante o tratamento dentário consistem em:
- diminuição do estresse do paciente
- redução de risco de infecção
- controle da dieta

Os pacientes de baixo risco podem ser tratados sob esquema normal para quase todos os procedimentos odontológicos. Os pacientes de risco moderado deverão receber orientações sobre o controle da dieta. O dentista deverá ser cuidadoso no controle do estresse e no controle do risco de infecções. Os pacientes de alto risco podem ser submetidos a exames bucais após as medidas para a redução do estresse. Qualquer tipo de procedimento deve ser adiado até que suas condições médicas estejam estabilizadas. Uma exceção deve ser considerada quando um paciente cujo controle diabético está comprometido por uma infecção dentária ativa.

Por:Marcello Paschoal Antunes
Fonte: conteudosaude

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