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Entenda melhor a utilização das células-tronco em odontologia.

Quarta-feira, 22.12.10

CÉLULAS TRONCO EM ODONTOLOGIA

Células-tronco são células que podem se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo.As células-tronco podem se dividir em embrionárias (com capacidade de se transformar em praticamente qualquer célula do corpo, com exceção da placenta, sendo encontrada somente nos embriões), e as células-tronco adultas (com capacidade de transformação limitada, em geral restrita ao tecido de onde se originam). A obtenção de tecidos ou órgãos a partir de células tronco denominamos de bioengenharia. A odontologia tem sido uma das pioneiras dentro da medicina e uma das que mais pesquisam nesta área.
Para que a bioengenharia seja possível, é essencial um conjunto formado por células-tronco, uma matriz que funcione como arcabouço para o desenvolvimento do novo tecido ou órgão e de proteínas, denominadas fatores de crescimento, como estímulo para diferenciação celular.



Células-tronco adultas tem sido isoladas de vários tecidos do corpo humano, incluindo células que constituem os dentes. Células semelhantes à da medula óssea tem sido obtidas da polpa de dentes decíduos (de leite) humanos, possuindo a capacidade de transformação em diferentes tipos de células, como células ósseas (osteoblastos), células gordurosas (adipócitos), células musculares e células nervosas (neurais).

Alguns pesquisadores como Shi e colaboradores em 2005, utilizando polpa dentária extraída de terceiros molares humanos, detectaram a presença de células-tronco, as quais foram capazes de se transformar em células dentais (odontoblastos) produtoras de dentina.

 

Com a intenção de desenvolver métodos de reposição de dentes humanos extraídos, Duailib e colaboradores em 2004, conseguiram regenerar coroas dentárias de ratos utilizando técnicas de engenharia tecidual. As células foram cultivadas em laboratório, colocadas em moldes com formato de dentes de rato, e implantadas no abdômen desses animais. Após 12 semanas, contatou-se que os moldes haviam sido absorvidas pelo organismo e formado dentes.

O passo seguinte será induzir o crescimento de dentes em seu devido lugar.
Com o progredir das pesquisas nesta área, num futuro próximo, a reconstrução e construção de dentes vivos e gengiva a partir de células-tronco será plenamente possível.

Fonte:.institutosmile

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Você sabia que dente de leite é fonte de células tronco

Quarta-feira, 22.12.10


Cientistas australianos descobriram que os dentes-de-leite podem ser uma fonte valiosa para a extração de células-tronco.

De acordo com os pesquisadores do Instituto Hanson, do Hospital Real de Adelaide, a polpa dos primeiros dentes humanos possui grande quantidade de células-tronco.

Segundo Morris, as células dos dentes-de-leite ainda são mais fáceis de extrair do que as de embriões, algo que ajuda a resolver uma controversa questão ética.

Células-tronco são como coringas, ou seja, células neutras que ainda não possuem características que as diferenciem como uma célula da pele ou do músculo, por exemplo.

Essa capacidade em se diferenciar em outros tecidos têm chamado a atenção dos cientistas. Muitos estudos demonstraram que as células-tronco podem recompor tecidos danificados e, assim, teoricamente, tratar um infindável número de doenças.

Fonte: Folha on line

Portanto para quem não dava importância aos dentes decíduos, está aí mais uma prova de que eles não estão ali só para guardar lugar para os permanentes, já cansei de ouvir mães e pais dizendo "tem problema não quando este cair nasce outro, pode extrair".

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Transplante de células-tronco pode ter curado paciente com HIV

Quinta-feira, 16.12.10


WASHINGTON, 15 dez 2010 (AFP) -Um homem americano está livre do HIV mais de três anos depois de receber um transplante de células-tronco, o que seria o primeiro caso de cura do vírus causador da Aids, afirmaram médicos alemães nesta quarta-feira.

Embora a técnica de tratamento altamente letal aplicada no homem, conhecido como “paciente de Berlim”, possa não funcionar para a maioria das 33 milhões de pessoas que vivem com HIV em todo o mundo, os cientistas afirmam que a pesquisa revela um avanço importante na direção de uma cura universal.

“Nossos resultados sugerem fortemente que a cura para o HIV foi alcançada neste paciente”, destacaram os cientistas no estudo, divulgado na publicação especializada Blood, da Sociedade Americana de Hematologia.

O procedimento começou em 2006, quando um homem americano na casa dos 40 anos, soropositivo há mais de dez, procurou tratamento para leucemia mielóide aguda, uma forma letal de câncer no sangue.

Depois que uma primeira rodada de quimioterapia fracassou, o médico alemão do paciente, Gero Hutter, pensou na possibilidade de realizar um transplante de medula utilizando como doador o portador de uma rara mutação genética que o torna naturalmente resistente ao HIV.

Um por cento da população tem a mutação que evita que a molécula CCR5 apareça na superfície das células.

Uma vez que o HIV penetra na célula através das moléculas CCR5, quando elas estão ausentes, o HIV não consegue entrar.

O procedimento não foi fácil, mas depois de rejeitar dúzias de doadores potenciais, Hutter finalmente encontrou alguém compatível e realizou o transplante de medula usando células-tronco do doador resistente ao HIV em fevereiro de 2007.

O primeiro estudo de Hutter, publicado no New England Journal of Medicine em 2009, não demonstrou sinais de que o HIV tivesse ressurgido mesmo após o paciente suspender a terapia com antirretrovirais para controlar a infecção.

As últimas descobertas mostram que, três anos depois, o paciente continua sem vestígios, tanto do vírus causador da Aids quanto da leucemia.

Mas, em vista de que cerca de 30% dos pacientes morrem enquanto aguardam para realizar transplantes de medula, especialistas no tratamento da Aids pediram cautela.

“Penso que precisamos realizar muito mais pesquisas para tentar replicar isto sem colocar em risco a vida do paciente”, disse Karen Tashima, diretora do Programa de Testes Clínicos de HIV do The Miriam Hospital, em Rhode Island.

“Já que temos uma boa terapia antirretroviral capaz de controlar o vírus, seria antiético submeter alguém a um tratamento tão extremo”, acrescentou.

Além disso, a cientista chefe do estudo, Kristina Allers, reconheceu que o procedimento poderia não funcionar para a maioria das pessoas.

“Entretanto, uma vez que o estudo nos diz que a cura do HIV é, em princípio, possível, ele dá novas esperanças aos cientistas nas pesquisas de uma cura para o HIV”, disse Allers.

“Assim, o próximo desafio é traduzir nossas descobertas em uma estratégia capaz de ser aplicada sem trazer ameaças à vida”, acrescentou.

Na verdade, cientistas americanos já trabalham em meios de replicar o mesmo processo em células, sem correr os mesmos riscos.

“Estou muito contente com isto”, disse David Baltimore, co-ganhador do Nobel de Medicina em 1975.

Baltimore é o fundador de uma empresa de biotecnologia que trabalha no desenvolvimento de seu próprio tratamento de células-tronco para HIV/Aids, cujo funcionamento é homólogo ao desenvolvido pela equipe alemã, e está em processo de organização de testes clínicos, afirmou.

“O que estamos tentando fazer é tratar as próprias células de um paciente de forma que não haja problemas imunológicos”, explicou.

Jay Levy, pesquisador de câncer e Aids na Universidade da Califórnia em San Francisco, descreveu a última pesquisa como uma evidência de “cura funcional”.

“Quero dizer que uma pessoa não é suficiente. É um primeiro passo encorajador, mas é preciso realmente demonstrá-lo novamente”, afirmou.

Levy e seus colegas também estudam formas de manipular as próprias células de um paciente a fim de que elas não externalizem os receptores que permitem a infecção pelo HIV, de forma muito similar à mutação nas moléculas CCR5.

“Três anos não são suficientes… Saberemos em 10 anos”, disse Levy, em alusão à afirmação do estudo alemão de que a cura foi encontrada.

“É cedo demais para dizer que houve cura, mas meu Deus, eles fizeram um ótimo trabalho”, emendou.

ksh/mvv


Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/12/transplante-de-celulas-tronco-pode-ter-curado-paciente-com-hiv-diz-estudo.html

 

veja também:

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/12/15/homem-pode-ter-se-curado-da-aids-com-transplante-de-celulas-tronco-923293548.asp

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