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FUNÇÕES DA POLPA

Terça-feira, 15.06.10

Função Formadora:

O desenvolvimento da polpa é um processo gradual com variações individuais; assim sendo, não é possível estabeler uma época específica para o seu início.
Durante a invaginação da lâmina dentária no tecido conjuntivo ocorre uma concentração das células mesenquimatosas, conhecida como papila dental,
diretamente abaixo do órgão dental. A papila dental torna-se nitidamente evidente por volta da oitava semana embrionária nos dentes decíduos anteriores, evidenciando
-se mais tarde nos dentes posteriores e, ainda mais tarde, nos dentes permanentes.

A dentina é um produto da polpa, e a polpa, por meio dos prolongamentos odontobláticos, é parte integrante da dentina.

Assim, quando uma cárie ou preparo da cavidade envolve a dentina , são envolvidos os. prolongamentos odontoblásticos e a polpa.

A polpa produz dentina durante toda a vida.

Função Nutritiva:

Durante a fase de desenvolvimento o importante papel da polpa é o de promover nutrientes e líqüido tecidual para os componentes orgânicos dos tecidos
mineralizados circunjacentes.

Os prolongamentos odontoblásticos começam nas junções dentina-esmalte e dentino-cemento e se estendem até a polpa, através da dentina. Esses prolongamentos
constituem o dispositivo vital necessário ao metabolismo da dentina.

(Brännströn verificou que em pacientes adultos, esses prolongamentos ocupam apenas 1/3 dos canalículos dentinários, sendo o restante prenchido por líquido intersticial).

A despeito do estreitamento da câmara pulpar, que ocorre usualmente como resultado do envelhecimento e de calcificação patológica, a polpa conserva a
vitalidade e sua circulação permanece intacta e funcionando.

Função Sensorial:

Uma das funções da polpa é a de responder às agressões com dor. Ela apresenta em seu interior terminações nervosas livres.

Função Defensiva:

Uma das funções da polpa é a de responder às agressões com inflamação.

Os irritantes, seja qual for a origem, estimula uma resposta quimiotática que impede ou retarda a destruição do tecido pulpar.

A inflamação, portanto, é uma ocorrência normal e benéfica. Todavia, também desempenha um papel destrutivo na polpa.

A polpa bem vascularizada tem surpreendente capacidade de defesa e recuperação.

A desintegração completa será o resultado final se os agentes nocivos forem suficientementes intensos e duradouros.

Como foi dito anteriormente, o movimento circulatório pulpar tem capacidade de remover o agente irritante.

Devemos ter em mente que se atuarmos em dentina, estamos atuando em tecido conjuntivo Complexo Dentina-Polpa e qualquer distúrbio em um,
refletirá no outro.

O organismo humano está constantemente submetido a stress e podem ser de três intensidade:

Sub-fisiológico
Normo-fisiológico
Supra-fisiológico

No estímulo sub-fisiológico, que está abaixo do limiar de excitação, o organismo não responde.

O normo-fisiológicodetermina resposta fisiológica do organismo, adaptando-o à vida.

O supra-fisiológicodesencadeará ruptura do equilíbrio, podendo levar o organismo à doença ou à morte

O tecido conjuntivo reage aos estímulos e o complexo dentina-polpa pode apresentar as seguintes reações: Caso o agente agressor, (cárie) estiver situado
no esmalte, estará dentro do estímulo sub-fisiológico para o complexo dentina-polpa, e esse não responderá. ( é o que se conhece até agora).

O estímulo normo-fisiológico da mastigação, por exemplo, desencadeia à formação de dentina secundária regular, durante toda a vida do dente. É uma resposta
fisiológica à um estímulo fisiológico.

Quando a agente agressor (cárie) estiver na dentina, mas sua agressão estiver dentro do normo-fisiológico, o complexo dentina-polpa reage
fisiológicamente, lançando mão dos meios normais de mecanismos ativos de obliteração dos canalículos dentinários e formação de dentina
secundária irregular (dentina reparadora).

Sabemos que todas as vezes que a cárie atinge a dentina, a polpa responderá, porque a dentina e a polpa forma um único complexo.

À medida que o estímulo vai passando do normo-fisiológico para o supras- fisiológico, a polpa lança mão de mecanismos de defesa cada vez mais intensos,
até que, não resistindo mais, a morte desse tecido se estabelece.

Como já dissemos, na polpa, encontra-se apenas terminações nervosas livres, logo, sob qualquer estímulo (térmico, elétrico) ela só responde de uma forma:
DOR.

 

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